Pilar del Rio, esposa de José Saramago deu uma entrevista ao Diário de Notícias e quando o jornalista José Céu e Silva lhe está a fazer uma pergunta relacionada com o facto da senhora ser presidenta da Fundação José Saramago, Pilar de Rio, atalha:
- Presidenta!...
- Presidenta? Interroga o pouco esclarecido jornalista, para apanhar como resposta:
- Só os ignorantes é que me chamam presidente. A palavra não existia porque não havia a função, agora que existe a função há a palavra que denomina a função. As línguas estão aí para mostrar a realidade e não para a esconder de acordo com a ideologia dominante, como aconteceu até agora. Presidenta, porque sou mulher e sou presidenta.
O profissional da escrita insiste alegando que a palavra não existe, e depois tem o descaramento de escarrapachar tudo no jornal.
Então também se diz videnta, urgenta, serventa e outros tantos entas.
E já agora, José Céu e Silva é um jornalisto.
Eu chamava-lhe antes ignoranta que presidenta.
O Grande Dicionário Universal diz-nos:
Presidenta -
Substantivo feminino.
Mulher que preside
O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa diz-nos:
Presidenta –
1 – mulher que se elege para a presidência de um país
2 – mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição
3 – mulher que preside (algo)
A ignorância é tanta que nem tem nome, mas mesmo assim, convém esclarecer:
Urgente - adjectivo de dois géneros.
Servente - adjectivo e substantivo de dois géneros.
Vidente - adjectivo e substantivo de dois géneros.
E, já agora:
Jornalista - substantivo de dois géneros.
Eu acho que não é de grande ignorância dizer-se presidente em vez de presidenta, uma vez que esta última palavra não faz qualquer sentido na nossa língua. Eu não me lembro de mais nenhum adjectivo ou substantivos com o sufixo "ente" que tenha género definido. Corrijam-me se estiver errado. Este tipo de palavras leva que a língua portuguesa seja complicada ao invés de complexa e que nos obrigue a memorizá-la em vez de deduzi-la. Por isso no nosso país ainda temos um grave problema com o raciocínio das coisas.
Acho arrogante que Pilar Del Rio insulte logo as pessoas como ignorantes por se enganarem neste tipo de questões. Esperemos que um dia um comerciante não a chame de ignorante por não saber fazer contas de cabeça. Até porque para bom entendedor meia palavra basta mas para bom pagador ou cobrador, meia conta não basta.
Afixado por: Vítor em julho 7, 2008 07:06 PMEu acho que não é de grande ignorância dizer-se presidente em vez de presidenta, uma vez que esta última palavra não faz qualquer sentido na nossa língua. Eu não me lembro de mais nenhum adjectivo ou substantivos com o sufixo "ente" que tenha género definido. Corrijam-me se estiver errado. Este tipo de palavras leva que a língua portuguesa seja complicada ao invés de complexa e que nos obrigue a memorizá-la em vez de deduzi-la. Por isso no nosso país ainda temos um grave problema com o raciocínio das coisas.
Acho arrogante que Pilar Del Rio insulte logo as pessoas como ignorantes por se enganarem neste tipo de questões. Esperemos que um dia um comerciante não a chame de ignorante por não saber fazer contas de cabeça. Até porque para bom entendedor meia palavra basta mas para bom pagador ou cobrador, meia conta não basta.
Afixado por: Vítor em julho 7, 2008 07:06 PMComo se diz de um indivíduo que ignora?
Não será ignorante?
Será que não somos todos ignorantes sobre mais ou menos assuntos?
É verdade que quando se quer ofender alguém se lhe chama ignorante. Mas isto já faz parte da nossa ignorância, que atribui apenas o sentido da afensa à palavra, quando esta têm outras valências.
Mas quando se utiliza isoladamente e como substantivo é quase sempre como insulto.
Se tivesse utilizado uma expressão como os ignorantes da língua portuguesa poderia-se dar o benefício da dúvida.
E agora lembro-me doutra palavra como poetisa. A tendência é quase sempre para dizer ou escrever poeta ao invés dessa palavra. E talvez tivesse mais sentido.
Eu não concordo com a obediência cega às regras ortográficas ou linguísticas.
Afixado por: Vítor em julho 7, 2008 08:39 PMAs palavras existem ou não existem se forem ou não forem usadas, os dicionários foram feitos por pessoas, não caíram do céu para nos obrigar a seguí-los. Se a senhora quer ser presidenta eu cá não me importo nada.
Afixado por: almariada em julho 16, 2008 04:23 PMAcontece que comumente se ouve falar em presidente, além do mais presidenta soa mal aos ouvidos, porém, ambas as palavras estão corretas.
Afixado por: Zeca em abril 22, 2009 08:32 PMEssas feministas querem aparecer e mais idiota ainda é fazer entrevista com esse povo, e da atenção, agora vamos falar clienta pq as mulheres vão reclamar. As mulheres tem que reclamar na hora que os homens pagam a conta e querer dividir também, na hora de trocar um pneu de carro, tem que reclamar pq não são obrigadas ao serviço militar e se aposentam mais cedo tendo maior expectativa de vida e a função de presidente existia sim, para mulheres em empresas, etc. Ignorância dessa dona que com um argumento ridículo, com uma prepotência idiota quer criar palavras baseado num feminismo hipócrita, acho estranho gramáticos consagrados mudarem a língua por causa disso. Agora vamos ter clienta, e não é mais permitido palavras exlusivas no masculino. Agora antes de querer direitos iguais, as mulheres precisam ganhar campeonatos de xadrês, junto com homens e ganhar prêmios nóbeis(sem ser da paz), inventar(coisas úteis) para demonstrar seu valor.
Afixado por: Henrique em maio 29, 2009 02:26 PMDuas coisas bastante simples.
Se a palavra "presidenta" vem explicitada no dicionário com o significado que foi dado pela Srª Dª Pilar del Rio, penso eu na minha pouca sapiência que é porque de facto existe.
Quanto ao resto, são apenas opiniões confusas de pessoas que, tal como eu, não dominam todas as palavras da Língua Portuguesa, portanto se não sabem procurem saber ou abstenham-se de comentários nada prolíficos.